sábado, 14 de outubro de 2006

Pelo rito ordinário

Tudo acontece passo a passo
Primeiro um pé, depois o outro
Movimentos cuidadosos: da ponta ao calcanhar
Testamos a firmeza do chão
Com cuidado, pra manter o equlíbrio
Vamos avançando devagarinho
Não por medo, mas por método
Planejamos cada centímetro
E, às vezes, quando eu paro pra pensar
Percebo que os centímetros que avançamos
Tão devagarinho
Fizeram com que eu crescesse tanto
Que nem caibo mais em mim
Das feridas que tive - se é que as tive - nem me lembro
Estou tão feliz!
Sem atropelos, sem arrependimentos...
Meu coração, então, já transbordou há tempos!
llllllllllllllllllllllll
Quanto às respostas que fiquei devendo, aí vão elas:
-Sim. Vejo felicidade nos teus olhos. Não respondi na hora porque, há muito tempo, havia deixado de acreditar que conseguiria fazer alguém feliz a ponto de a felicidade estar transparente, cristalina. Ainda assim, eu vi. Hoje eu acredito.
-Sim. Quero dar uma chance pra nós. Nós merecemos. Não respondi na hora porque tive medo. Ainda tenho um tantinho de medo, mas teu carinho cura tudo. Tudo, mesmo.
-Sim. Eu também penso no resto da vida. Consigo imaginar o resto da vida contigo, e me vejo feliz com essa perspectiva.
-Sim. Meu coração acelera.
-Sim. É por tua causa.
-Sim. Me olhar desse jeito me faz tremer.
-Sim. Seja lá qual for a pergunta.

Um comentário:

Tita Aragón disse...

Não posso chorar, não posso chorar porque eu tô trabalhando...
Lindo, lindo!!!