segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pra casa!!!



"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar."


Rubem Alves





Amanhã vou para casa!


Depois da viagem mas maluca da minha vida, finalmente vou voltar pra minha rotina, pro meu cantinho!


Não vejo a hora de rever meus bichos, abraçar a quem amo, acordar cedo, ir correr e, na volta, buscar pão fresco na padaria da esquina.

Como essas coisas prosaicas fazem falta! Como doi quando elas não estão presentes!



Estou contando os minutos!





Obs. 1: Mari, lindona, a tua presença e o teu carinho salvaram a minha alma nos úlitmos dias. Te ver foi a melhor coisa que aconteceu!

Obs. 2: Na foto, o Pacato, logo antes de eu sair, emburrado... to voltando!

Algumas vezes já me peguei pensando sobre como as nossas expectativas podem ser cruéis. O pior: cruéis conosco...

Mania de ficar construindo castelos e só se permitir morar, ou nas masmorras, ou na mais alta torre. Ou somos a escória, infeliz e desprovida de qualquer alegria, ou somos a princesa trancafiada, esperando que o príncipe siga o roteiro, escale as paredes e nos salve.


Que tal tentar morar nos salões normais? Deve ser muito mais divertido.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Coisas importantes devem sempre ser ditas diretamente. Eu acredito nisso e, ao menos, tento agir de acordo. É difícil pra caramba. Afinal, dar voltas num assunto é uma maneira de diminuir seu impacto, protegendo-nos e aos outros...

Acabo pecando pela secura, insensibilidade e por me expor demais. Azar. Vamos lá.

Ao inferno gente bobinha, que segura uma máscara de doçura, inocência e caráter, pensando-a opaca e firme. A máscara é transparente e cai, pode acreditar.

É muito feio brincar com os sentimentos das pessoas, fingindo uma afeição profunda que não passa de interesse superficial em função do ego e das circusntâncias.

Estou me expondo: isso machuca, magoou, ainda dói. Pronto, falei! Agora, uma pá de cal em cima e vam'bora.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Hein???

Tá, tipo assim, eu entendi bem? Todo mundo anda propagando as maravilhas de uma dieta milagrosa à base de um ingrediente de nome "caralluma actives"? É isso mesmo?
Ca-ce-te. Literalmente.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Me pa ba...


Em momentos de autoestima subzero, convém repetir o mantra: Orgulho, no meu caso, é pleonasmo.


Condensação de horas e mais horas investidas na tarefa de me convencer de que ...sou linda, sou inteligente, sou amável, sou esforçada, sou merecedora de amor - próprio e alheio...


Às vezes funciona...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Balada para um dia de abandono

Um dia em que não houve interlúdio. Ai, que chato. Lembrei do poema no começo de um dos textos de Shakespeare: Muito barulho (literalmente) por nada...

Sigh no more ladies, sigh no more,
Men were deceivers ever,
One foot in sea and one on shore,
To one thing constant never.

Then sigh not so, but let them go,
And be you blithe and bonny,
Converting all your sounds of woe
Into hey nonny, nonny, nonny.

Sing no more ditties, sing no more
Of dumps so dull and heavy,
The fraud of men was ever so,
Since summer first was leafy.

Then sigh not so, but let them go,
And be you blithe and bonny,
Converting all your sounds of woe
Into hey nonny, nonny, nonny.

Then sigh not so, but let them go,
And be you blithe and bonny,
Converting all your sounds of woe
Into hey nonny, nonny, nonny.

Me hago doctor

Quem mandou continuar estudando???

Essa postagem é dedicada à Maristela e à Eleninha que, como eu, se deixaram iludir pelas virtudes da vida acadêmica. A gente se engana mas é feliz, né gurias?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

...suspiro...

Vida cigana. As coisas me acompanham e vão embora. São minhas de noite, perco-as de dia. Não estou preso às coisas; elas não decidem nada.
Eduardo Galeano

Dias em que o mundo me atropela, ou eu teimo em andar devagar demais...
Dammit! As coisas mais urgentes são tão efêmeras... Não duram tanto quanto o aborrecimento que provocam. Elas vêm fazendo alarde, aos gritos, e se vão antes mesmo que eu consiga entendê-las. Então, melhor deixar que passem ao largo.

Tá, Cib, vai repetindo a frase até que te convenças...

Queimei a pipoca de microondas



Quem mandou não prestar atenção?

Ao invés de filme, pipoca e chocolate quente no sofá, fumaça por toda a casa, olhos ardendo e tosse.

Acho que vou voltar a fazer pipoca na panela, dando batidinhas na tampa pra incentivar os grãozinhos a estourarem e tudo o mais.

Lembrei da mãe dizendo: "tem que chamar o nome de uma fofoqueira, que daí não fica um grão inteiro".

É, naquela época eu via lado bom em tudo, que saudade!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Bicampeão da América


"Vibra o Brasil Inteiro com o Clube do Povo do Rio Grande do Sul!"

Supervaleu, meu Inter.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Batucadas


Tu batucas, ele batuca, vós batucais e eles batucam.
Eu, nanani. Nós, como, se eu nem pensar?
Pois é. Bem debaixo da minha janela, num frio de "renguear cusco", os vizinhos se juntaram pra batucar e lalaiar. Já falei disso antes, e reitero: Nãããããooooo!!!! Vão tomar quentão em casa! Bem explicado que não é desgosto de minha parte pelo batuque ou assemelhados. Gosto, gosto mesmo. Mas tem que ser bem feito, né? Sem "atravessar", sem gritar e sem guinchar.
Sem falar no assassinato ao samba do Adoniran, que se já não estivesse morto, se mataria de desgosto. Ele foi buscar um CACHORRINHO, e não um CARRINHO, criaturas!

Pra quem não lembra:


Não quero entrar

Não, não quero entrar
Eu sei que mesmo que eu quisesse
Eu sei que mesmo que eu pedisse
Você não ia deixar
O desgosto que lhe causei
Foi grande demais
Você não vai me perdoar

Pode ficar com tudo o que lhe dei
Pode ficar até com o meu colchão
Eu voltei somente pra buscar
Meu cachorrinho, meu cobertor e meu violão.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Senhorita Otimismo


I'm coming out of my cage
And I've been doing just fine
Gotta gotta be down
Because I want it all



The Killers


Tomei um tombo dos feios. Prestei meu primeiro concurso para docente do magistério superior e não consegui aprovação por 0,3 pontos. Muita gente me disse muita coisa: que minha prova escrita foi subavaliada, que minha prova didática foi subavaliada por um dos membros da banca, que meu memorial foi o melhor que haviam visto em tempos, que o que me derrubou na classificação foi o fato de um dos concorrentes ter currículo muito extenso, ponderando a pontuação dos demais severamente para baixo.
Fato é que o tombo foi feio, e doeu.
Esse era o motivo de meu sumisso: estava focada, tentava agarrar a oportunidade com toda minha força. Tentei, de fato. Seguirei tentando, mais forte, claro.
Caso é que o primeiro tombo é o pior, é aquele que mais nos machuca, do qual ainda não sabemos levantar.
E, ao levantar de um tombo, precisamos nos colocar de joelhos, para depois conseguirmos ficar em pé... Acho que é essa a minha lição: humildade.


But it's just the price I pay
Destiny is calling me
Open up my eager eyes
'Cause I'm
Ms. Brightside

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O monstro de olhos verdes


Me peguei num daqueles momentos em que começo a pensar, penso mais do que devia e termino me roendinho um pouco de ciúmes. Roendinho um pouco? Me arrancando nacos a dentadas.

Bem dizia uma amiga: não procura que tu vais achar... Pois é. Fui escarafunchar, achei, não gostei e sigo não gostando. Como é que se faz pra mandar esse monstro embora? Oi? Alguém?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

Conversa com "A Noiva"

Então, fui a contragosto num casamento, por esses dias, cujos protagonistas me remeteram convite por questão social, formalidade e pra não desagradar a família. Compareci também por questão social, formalidade e pra não desagradar a família, a qual, mencione-se num relance, me chantageou. Sim, eu me deixei chantagear e sim, eu fui porque me sinto em dívida com o chantagista. Pintado o contexto?

Aí, vem a noiva e, puxando minha mão com força, me obriga a entrar numa foto. Eu, que já não estava muito motivada, não queria tirar foto de copo e pratinho na mão. Pra não fazer cena, me enfileirei com os outros, postada (prostrada, pra ser mais verossímil) mais atrás.

Tirada a foto, A Noiva vem no meu encalço:

─Tu não gostas de tirar fotografia, é?

Ah, maldito superego... Infeliz educação que mamãe me deu... Gosto, Noiva. Adoro. Não gosto é de sair de prato na mão numa foto com você, isso sim.

─Ah, não, gosto... Eu saí na foto, né? Hehehe (riso amarelo e saída pela direita)...

Ah, maldito superego.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Os sentidos e a minha gelatina





Dizem que os sentidos são a nossa ponte entre o compreensível e o incompreensível. Isso me faz lembrar das aulas de Filosofia: os sentidos são a nossa maneira de trazer o mundo para dentro de nós. Porém, será que eles são confiáveis?

O que eu vejo existe como eu o vejo? O que eu ouço soa como eu o ouço? O que eu toco tem a textura que acho que tem?

Meus sentidos são capazes de reconhecer algo que eu ainda não conheço? Ou eles ficam procurando comparar e aproximar qualquer novidade àquilo que já me é familiar?

Um olhar sarcástico quer dizer que não sou benvinda?

Um comentário áspero significa que não sou bem quista?

Um afago demonstra ternura verdadeira?

Não sei se nada do que os meus sentidos me reportam existe. Posso ter interpretado mal qualquer informação que vi, ouvi, senti. A única coisa que eu sei é que eu, que vejo, ouço e sinto - eu sim existo. Pois é, Descartes... Meu problema é que penso, então existo, e penso demais...


Se tudo - fora eu e o meu pensamento - pode ser ilusão, o máximo que sou capaz de fazer é escolher em quê acreditar, e torcer para ter escolhido bem... Ou tanto faz?


Cibele, filosofa de menos e vai jantar. Sim, já vou, pra engolir junto com gelatina de morango (não perguntem sobre isso) os dissabores que entupiram aquele meu elaborado esquema hidráulico de escoamento... Chutei os baldes pra longe, os dissabores estão inundando a casa. Vamos ver se gelatina é um bom "Diabo Verde" - ...mas pra isso deveria ser de limão, e não de morango...


Ó, insanidade...

Eu não vim com tecla SAP

Sabe quando você fala a mesma coisa de todas as maneiras que encontra, pra ver se a outra pessoa consegue entender? E mesmo assim não rola uma conexãozinha sequer?
Gente, eu preciso fazer upgrade pra a Cib Understandable Version, com legenda, tecla SAP, um botão interativo de resuminho da história e um quadrinho simultâneo no canto inferior esquerdo com a mocinha fazendo sinais em LIBRAS. Afe!

segunda-feira, 8 de março de 2010

De nariz torcido

"Dia da Mulher" uma ova.
Não adianta muito ter um dia em que algumas poucas gatas pingadas se reunem pra protestar e exigir (já falei o que penso sobre muitos protestos e exigências, mas reconheço que alguns são necessários) enquanto o grosso da sociedade, no máximo, nos entrega uma rosa murcha na porta do supermercado. E ainda temos que ouvir "Ooh, well, well, doo, doo, doo, doo, doo" no refrão de Woman, do John Lennon, e fingir que nos emocionamos.
Ah, para!
Esse papinho de "doce e forte" pode definir uma cachaça com calda de fruta, mas eu preciso de muitas mais categorias. Me recuso a celebrar um dia que não muda em absolutamente nada o empenho dobrado que precisamos ter para sermos tratadas em pé de igualdade.
Ah, e pra quem pensa que isso de desigualdade de gênero não existe, informo que aqui em Porto Alegre, há tempos, os salários pagos obedecem a seguinte ordem decrescente de valores: homem branco, homem negro, mulher branca e mulher negra. Ou seja: ainda padecemos mais de discriminação pelo sexo do que de discriminação pela cor.
E, vamos combinar, essa história de "dia disso", "dia daquilo" é completamente sem sentido. Vamos ser mais realistas?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Memória-utopia



"Feel the breeze
That's a real thing that touches your skin
But memories
Well, they're not real"



Dog roses
-The Duke Spirit-





(Postagem com reflexões um tanto evasivas, feitas de mim para mim mesma. Não me queira mal se não soar bem ou não fizer sentido...)





A gente costuma distorcer, pra si mesmo, algumas memórias...

Pra apagar sofrimentos, ou pra ressaltar situações em que fomos felizes.

Daí aquele "no meu tempo não era essa pouca vergonha", ou "quando éramos crianças os programas eram melhores"...

Pois eu acho que as coisas não mudam tanto assim. Nossa percepção das coisas é que muda.

Pensei nisso por um grande tempo hoje, depois de ouvir minha mãe chorar de saudades de meu pai. Ela dizia das virtudes da vida que tínhamos. E eu lembrava de como ela costumava queixar-se, na época, dessa mesma vida que agora enaltece.

Não é uma crítica, pelo contrário. Fico contente por termos todos essa capacidade, de apagar partes do passado que não queremos guardar e substituí-las por versões mais palatáveis, mais romancescas, mais utópicas.

Temos só que ter cuidado de não apagar junto preciosas lições; não vamos criar dependência da memória-utopia...