quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Pensamento das cinco da manhã

Acordei hoje, não sei por que, as cinco da manhã.
Acordei inquieta, como se despertasse de um pesadelo, mas, se o tive, não lembro.
Procurei as prováveis causas de haver acordado: calor? Não. Barulho? Não. Fome? Não.
Paciência...
Levantei da cama, abri a janela do quarto e fiquei olhado pra fora, onde ainda estava escuro. Fiquei pensando, respirando fundo...
Lembrei de coisas antigas. Lembrei dos dias de prova em que acordava muito cedo, tanto no colégio quanto na faculdade, pra ler meus resumos ainda uma vez.
Pensei na Cibele de muitos anos atrás, agarrada a uma braçada de livros, caminhando pro colégio, com pressa de chegar e encontrar os amigos. Lembrei dos jeans, dos tênis, das camisetas, das camisas xadrezes usadas como casacos.
Lembrei do cheiro das canetas de tinta colorida, da textura das folhas escritas dos cadernos, e de como gostava de passar as pontas dos dedos nelas.
Nestes tempos eu gostava muito das manhãs, especialmente das primeiras horas.
Depois fui desgostando, e me sentindo roubada das horas preciosas de sono, das horas mais quietas do dia.
E, hoje, a primeira hora do dia me chamou, e me fez sentir bem por estar desfrutando dela.
Como aquela velha história de ciclos que se fecham, pra que outros se abram. Me dei conta de um novo ciclo se abrindo, me trazendo de volta pra uma “eu” de quem eu gostava mais.
Sendo bem cafona: “A noite da minha vida se fechou e a manhã veio me acordar”.
Bom Dia!!!

2 comentários:

Milla disse...

Fase nova?
Que bom!!!
Bom começo!!!
Bjão!!!

Tita Aragón disse...

Bem-vinda ao dia!