segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

O fabuloso inesperado

Contrariando todas as minhas expectativas, e também todos os fatos da minha história, tu reafirmas a tua presença. Pedes um espaço na minha vida, ainda que esta não seja perfeita, ou simples, ou fácil, ou descomplicada.

Tu fazes todo o possível para me convencer de que, assim como eu sou, te faço feliz como nunca foste e como sempre quiseste ser.

Quanto mais conheces meus defeitos, mais te firmas a meu lado, mais carinhoso e amoroso és. Sempre que penso que vais preferir ficar sozinho, me pedes que esteja contigo. Se tento me afastar para não trazer-te meus dilemas, mais te aproximas, querendo partilhá-los.

Olhas direto nos meus olhos, sorrindo, tranqüilo, e dizes te amo, num abraço, bem baixinho, junto ao meu ouvido, repetidas e repetidas vezes, todas as vezes que sabes que preciso ouvir.

Eu, que acreditava já ter vivido algum amor, descubro que nunca antes amei ninguém. Tu mostras e provas, sem esforço e sem desgaste, que amar não dói: alegra, alivia, recompensa.

Sempre estiveste tão perto de mim, meu anjo, sem que nunca nos tenhamos notado... Desencontros muito sincronizados. Ainda, por mais perto que estiveste de mim, por toda a vida, eu antes não conseguiria perceber-te, acostumada que estava a fixar os olhos (e o coração, admito) na sarjeta.

Obrigada por erguer meu olhar, aquecer meus pés e alegrar minha alma. Te amo também.

2 comentários:

A papila disse...

Belinha, meu amor!
Tá bem, eu sei que sumi e sei que ainda não conseguimos nos ver, mas... sigo a velha Ana Flávia de sempre, absolutamente tua amiga! Legal te achar por aqui. Um beijo na alma.

Tita Aragón disse...

Pra variar, irretocável... inclusive o amor!