quarta-feira, 18 de março de 2009

Das coisas que eu não entendo



Por que a minha faxineira fascinante não consegue colocar as coisas de volta aos lugares de onde as tira? Não entendo.

Por que não tem nada de razoável pra se assistir na TV durante sextas, sábados e domingos? Não entendo.

Por que compro tantos cremes pro rosto e pro corpo, se não tenho paciência pra usá-los? Não entendo.

Por que me inscrevo na academia e não consigo frequentar? Não entendo.

Por que sempre que estou com pressa de sair, minha mãe me telefona e quer ficar falando por horas? Não entendo.

Por que sempre vem aquela vontade imensa de dormir quando os prazos dos artigos estão acabando? Não entendo.

Por que os sapatos mais bonitos são os que mais machucam? Não entendo.

Por que passou a ser sinal de breguice combinar bolsa e sapato? Não entendo.

Por que gente que escreve muito mal, fala muito mal e pensa ainda pior consegue ter artigos (sofríveis) aceitos em seminários? Não entendo.

Por que acontecem coisas ruins pra pessoas boas? Não entendo.

Por que insisto em tentar obter resultados diferentes quando ajo sempre da mesma maneira? Essa eu entendo. Essa é a definição de insanidade.

É isso, então. Estou investindo em ser insana.

Um comentário:

Luis Bento disse...

adorei o texto! sabe que eu me revejo nesse seu último parágrafo? Às vezes penso que também ando investindo demasiado na insanidade...