quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Filosofando sobre gente que vai embora (e que não se sinta obrigada a ficar pela falta do meu adeus)

Volta e meia recordo de uma fala da querida amiga Adri Ortiz. Conversando sobre amigos que chegam e amigos que saem de nosso convívio, ela dizia sempre confiar que as pessoas que não fossem lhe fazer bem acabariam por se afastar naturalmente.
Às vezes não é tão natural ou gradativo... Pessoas que não nos fazem bem também podem partir brusca e espalhafatosamente. Acho que, depurando o que aprendi nos últimos dias através do pensamento dessa tão valiosa amiga, rupturas podem ser traumáticas, sem que isso diminua o benefício que podem nos trazer.
Quem não vem para o bem, que se vá. Não importa como, mas que se vá. E, parafraseando alguém nessas exatas condições, "pra sempre".
Claro que se lamenta, em princípio. Afinal, as pessoas vêm cercadas por um contexto: outras pessoas, lugares, acontecimentos... Quando se perde, sempre se perdem coisas ruins e coisas boas. Gente ruim que se vai também leva consigo gente boa, fazer o quê?
O que se pode fazer é contar com o bom senso alheio, e com um pinguinho de maturidade de quem se vai, pra que não aconteçam situações do tipo "se você gosta dela não pode gostar de mim".
Se bem que, nessas exatas condições, parece que anda acontecendo uma estiagem de maturidade. Alguém se habilita a cavar um poço? Eu, não, obrigada.

3 comentários:

Mity disse...

Eu não ia comentar (pq eu nunca comento em blogs, sou leitora quietinha). Mas... recentemente recebi um texto que diz: (não sei de quem é a autoria e nem vou procurar no google)

"Crie laços apenas com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras e que lhe tragam boa energia;desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida, mas infelizmente, por vontade própria ou não, deixaram de ser...
Nó aperta, laço enfeita."

Acho que ilustra um pouco esse teu pensamento... qualquer que seja a causa.

E no mais, feliz 2011 e vamos tocar ficha que o tempo não vai parar pra esperar ninguém. E como eu preciso que 2011 seja o encerramento de um período na minha vida... isso só eu sei!

Beijos

Cib disse...

Mity!!!!

Adorei o comentário. Eu sou meibesta, sempre vejo nas pessoas a chance de mais um amigo de infância. De vez em quando quebro a cara (nesse caso foi quase literal), mas quando encontro gente bacana de verdade vale a pena!
Sobre encerrar ciclos neste ano, empatamos. A minha questão é encerrar o ciclo atual e ter em vista o próximo, pra não ficar à deriva... Ai, meedooooo!

Beijos, beijos, beijos e saudade!

Marilisa Peeters disse...

Oi Querida!!
Tem selinho lá no meu blog prá ti!!
bjs no coração