sexta-feira, 23 de novembro de 2007

A cinza das horas


Confesso que nunca havia entendido essa expressão.

Agora entendo.

O tempo é escasso. Se esgota. Se extingue.

Sempre que temos muita pressa, e nos afogamos na ansiedade própria dos descuidados e desprecavidos, as horas passam muito rápido.

Tão rápido que parecem incendiar o chão (a clássica cena dos pneus queimando o asfalto, tão clichê...).

Fica, para nós, para trás (estamos sempre correndo atrás do tempo...) só a cinza.

A cinza das horas,

E a cinza de nossas obrigações descumpridas e chamuscadas.

Um comentário:

Tita Aragón disse...

Civelita, indiquei você a imas premiaçõezinhas... confere lá http://fromoutspace.blogspot.com/2007/12/selos.html

Beijos!